A cinquentona + amada

E até a moderninha minissaia chegou aos 50. Vamos conhecer um pouco da história desta cinquentona que conquista mais mulheres a cada dia.
 
 
A minissaia e o minicooper
 

Um pouco de história

 

  • Um período de grande efervescência cultural, onde a palavra de ordem era “Liberdade”. A década de 60 foi dominada por uma explosão de juventude e a moda deixou de seguir um único padrão. Se vestir passou a ser uma questão comportamental acima de tudo.
  • Apesar de André Courrèges ter apresentado a sua “mini-jupe” no mesmo período, foi a estilista Mary Quant quem ficou conhecida pela “criação”, em 1964.
  • minisaia

  • Ela tinha medidas certas, entre 41 e 46 cm a partir da cintura no sentido do joelho.
  • Mary Quant batizou a criação em homenagem ao seu carro predileto, o Mini Cooper. A estilista não imaginava a repercussão do que estava criando, em sua boutique “Bazaar”, na King’s Road, no elegante bairro de Chelsea em Londres.
  • Tornou-se um símbolo, que iria acompanhar a juventude, desde as rebeldes dos anos 60, ávidas por chocar e mudar padrões de conduta, até as mulheres do século 21.
  • A minissaia foi popularizada pela modelo Twiggy, sensação nas décadas de 60 e 70.
     
     
    twiggy e a mini saia
     

    Retrospectiva

     
    Este pequeno pedaço de tecido sugere, tanto poder como vulnerabilidade, independência e desejo de agradar, tentativa de encobrir e de revelar, maturidade e jovialidade, e libertação e exploração. Simultaneamente condenada e amada, a minissaia explodiu no cenário político e de repente todos estavam prestando atenção ao que tinha sido escondido por tanto tempo – as pernas das mulheres.
     
    minissaia revolucionáriaAnos 60/70: A minissaia reinou até o fim da década de 60. Quando a desilusão sobre o Vietnã tornou-se mais generalizada, o futuro parecia menos positivo e o desânimo cada vez maior, a moda se tornou um pouco mais nostálgica e as bainhas voltaram para o tornozelo, e então o “maxi” foi eleito o estilo da vez. As saias eram as mais longas desde 1914. A minissaia que foi vista como libertadora nos anos 60, passou a ser a vilã, vista como exploradora das mulheres pelo movimento feminista, que já estava em pleno andamento no início da década de 1970.
     
    minissaia nos anos 80Anos 70/80: Se a minissaia saiu de moda no início dos anos 70, devido ao movimento feminista, o movimento punk, a trouxe de volta no final da década de 70. Os punks foram motivados pela antimoda e tentando evitar as tendências principais, que foram consideradas burguesas e sem graça, reviveram as minissaias. Influenciados por designers punks, como Vivienne Westwood e Malcolm McLaren, a mini foi reencarnada em couro e tecidos sintéticos e plastificados em preto. O punk que protestava a moda virou tendência nos anos 80.
     
    minissaias-anos-90-VersaceAnos 80/90: Na década de 80 e 90, foi eleita uma figura mais feminina. Em vez de desaparecer, a minissaia foi incorporada ao novo e poderoso terno feminino, seja em riscas tradicionais ou lãs coloridas. Personagens populares em sitcoms como Carrie em Sex in the City ajudou a minissaia a reaparecer sexy e inteligente. As minis foram consideradas uma declaração de poder para mulheres sofisticadas 30 e poucos anos, no auge da carreira e no controle total de suas vidas de solteira.
     
     
    minissaias Dior seculo 21
     

    Século 21

     

  • A saia minúscula não mostrou sinais de desaparecer, pelo contrário, a minissaia ainda se mostra presente fortemente nas passarelas e em revistas de moda do século 21.
  • Ela continua a ocupar um espaço fascinante e paradoxal no mundo da moda, tentando cobrir e revelar ao mesmo tempo, em todas as suas contradições e reinvenções.
  • minissaias de Louis Vuitton

  • Ela está no guarda-roupa feminino de diferentes idades.
  • Apesar de cinquentona, a minissaia retrata o novo feminismo, onde as mulheres assumem que não são e nem querem ser como os homens, as diferenças devem ser respeitadas.
  • As minis continuam frequentes nas coleções de costureiros famosos, mesmo nas coleções dos mais tradicionais como Dior e Louis Vuitton, que criam versões atualizadas da minissaia e assim vão mantendo os seus impérios.
     
     

     

  • Leia também mulheres de 40+ e a moda.
  • É interessante entender como os acontecimentos, políticos, sociais e econômicos, influenciam a moda.
  • Usar ou não usar? A questão é em que altura.
  • E que venham mais 50 anos de minissaia.
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